quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Depois do trabalho

No meu trabalho é comum organizarem after Office. Geralmente vai o pessoal do meu setor e algumas vezes tem um ou outro infiltrado de outras áreas, mas que têm relação com alguém do meu setor. Os lugares variam, mas são sempre perto do trabalho, para não correr o risco de “alguém se perder no caminho”. Isso acontecia antes, quando íamos a um pub irlandês que fica um pouco longe do trabalho e quando chegávamos de carro, sempre tinha alguém que tinha aproveitado para passar na sua casa e acabava não indo. Não é uma obrigação ir a um after Office. Porém é algum muito recomendável. É o lugar onde você vai conhecer melhor aquele seu colega tão inteligente com lentes multifocais que senta perto de você, mas que não conversa tanto com você (e talvez com mais ninguém). Também dá para ter uma boa relação com todo o grupo, já que o ambiente descontraído favorece as relações humanas. E nada melhor que relacionar-se bem com as pessoas com quem você convive a maior parte do tempo (e talvez da vida). Fui a muitos after offices não só nessa empresa como na anterior também. Aliás, foi a partir daí que consegui trocar de empresa, para um trabalho que era o que eu sempre quis fazer. Num after Office conheci um grupo amigo de um dos meus companheiros de trabalho e um deles me apresentou a pessoa que fazia seleção. A entrevista não aconteceu no bar com uma garrafa de cerveja na mão, mas pelo menos me garantiu a possibilidade de fazer a entrevista. Além disso, também é um bom lugar para fazer negócios com clientes, já que esse tipo de relacionamento gera uma certa empatia com o receptor e isso ajuda e muito na hora de negociar um preço, um prazo ou qualquer outra coisa, pois há camaradagem.

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